quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O ramo que você quebra

Às vezes eu simplesmente decido fugir
Doido de mim
Não consigo chegar nem até a esquina
No meio do caminho me dou conta de que não consigo controlar nada
E fugir pode ser o maior dos descontroles
Uma visão engraçada de mim
Do meu jeito
Da minha vida
Do que está ao meu redor
Que eu acho que tenho o controle
Mas não tenho
Sobre nada

Consciente agora
Menos energia gasta em vão
Mais experiências, que ficam então
Coração ainda no peito
Batendo
Forte feito o meu carnaval que ainda não acabou

Mais ar
Mais estar por inteiro
Um pouco a mais
Simplesmente, calmamente ser-me paz
Com o coração ainda no peito e batendo
Sereno, brando, sem esperar...mas esperando
... Odeio quem me rouba a solidão sem verdadeiramente me oferecer companhia...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010




Eu descobri que vivi muito até aqui
Descobri que a dor dói
Muito mais do que eu pensava
Mas acredite isso me alivia

Descobri que o amor vai
Descobri que o amor volta
Às vezes ele volta
Às vezes me faz esperar
Me engana
Só porque decidi
Sozinho amar

Descobri por mim
Achei que tinha descoberto
E descobriram-me
Tentei descobrir
E desprotegi-me

Por isso tenho que abandonar uma parte de mim
Mas eu não sei dizer adeus
Eu não sei dizer adeus
Não consigo deixar as estrelas irem no amanhecer
Por que vai junto uma parte boa de mim
Não consigo deixar ir
Pois tudo o que eu quero é viver
Como se meu olhos fossem a luz da manhã
Assim como no dia que eu pude assistir a mim mesmo
Que não é agora
Mas pode ser no dia que você me achar e me trouxer de volta pra mim