Às vezes eu simplesmente decido fugir
Doido de mim
Não consigo chegar nem até a esquina
No meio do caminho me dou conta de que não consigo controlar nada
E fugir pode ser o maior dos descontroles
Uma visão engraçada de mim
Do meu jeito
Da minha vida
Do que está ao meu redor
Que eu acho que tenho o controle
Mas não tenho
Sobre nada
Consciente agora
Menos energia gasta em vão
Mais experiências, que ficam então
Coração ainda no peito
Batendo
Forte feito o meu carnaval que ainda não acabou
Mais ar
Mais estar por inteiro
Um pouco a mais
Simplesmente, calmamente ser-me paz
Com o coração ainda no peito e batendo
Sereno, brando, sem esperar...mas esperando
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