
Apesar de eu não ter certeza se já amei, não tenho dúvidas que tive contato diversas vezes com várias formas de amor, de amar. Mas mesmo assim eu não tenho certeza...por sempre que identifico algo sugestivo ou parecido com amor tenho a sensação de que vou comecar tudo outra vez...e realmente recomeço. Outra vez. Graça a Deus, espero.
Por sorte ou não, sempre me encho de alegria, me esvazio de suspeitas, teorias, projeções sem ritimo, hierarquias. Respirar quase me sufoca, falar é um processo complicadissimo...pelo nó de gravata aqui dentro. Andar é dolorido, não quero me mudar deste lugar. Não olhar nos olhos é multilante, mas eu tento pra não intimidar. Sim, acredito que o amor seja uma das coisas mais intimidantes que possa existir. Amor mesmo sabe...natural, expansivo, cuidadoso, carrasco, manso, general, geral, livre, seguro, que sabe de tudo e ao mesmo tempo ainda sabe que se tem muito a aprender.
O que me deu pra falar sobre uma coisa que eu tenho certeza? Não faço a mínima ideia. Pra mim não faz a mínima ideia mesmo ter certezas. Especialmente sobre ele. O amor. Certezas são pra coisas chatas, sem brilho, com nenhuma cor.
Opsssss será que eu já entendo algo sobre o que eu não sei muito? Bem, continuo a não saber direito. Juro, não sei!
Não estou falando aqui de Heros ou de Ágape. Falo dos dois.
Chega! Tenho que desculpar a mim mesmo, eu menti. Conheço o amor desde que nasci, com todas as amarras, cobertas, espinhos, incertas, mentiras, veludos, distâncias, constâncias, distorções, grades abertas.
Já faz algum tempo que desatei os nós, descubro o que está coberto, espinhos são naturais e são tão rosas como as petalas. Incertezas sempre, não me assusta. Mentiras, por favor quase nunca. Mas se for necessária o que fazer. Não quero o que me atordoa. Distâncias me estimulam, gosto de caminhar. Só as vezes gosto de manter o ritmo, mas não por muito tempo. As vezes rápido, as vezes devagar. Sei limpar os olhos pra enxergar melhor, posso ver além dos muros, por entre as folhas. Vou e volto. Deixo ir e recebo de volta, o exercicio da despedida sempre será o inicio do encontro. Comigo, consigo, contigo, com nós todos.
Amo quem só vejo nos livros dourados. Amo desde criança.Amo quem me deu a luza e a todos que cuidaram para que ela sempre estivesse acessa, até hoje. Amo meus iguais de sangue ou nem tanto. Portanto amo meu amigos. Amos os diferentes, os que se acham iguais, os que não. Amei amados e que ainda são. Amarei meus maiores amores de longe, não muito, para fazer valer todo esse amor. Falo das minhas crianças. Todas elas, as que estão ao meu redor e as de dentro de mim. Os que me amam, eu amo. Os que não me amam, entendo perfeitamente...mas não posso dizer que não os amo.
Correto? Errado? Não sei como classificar. Pois, por dentro só mora o som do eu te amo, que eu escuto, que eu digo, do que eu penso, de como eu ajo, de como eu preciso viver.
Estrelas sob meus pés e sobre minha cabeça. Durantes todos os dias de dia e de noite. Sol em minhas mãos. Lua também. Para esquerda ou para direita, é essa a paisagem que eu recebo por ter escolhido viver nele e dele. Amor.
Outra forma de espelhar os nossos amores através dos amores vividos dos outros e ver que é super comum, porém não banal, esse assunto de amores e suas formas, e as desformas que ele deixa na gente, o amor....
ResponderExcluirMuito bacana seu texto. Cheio de antíteses, cheios de parte de si mesmo.
ResponderExcluirAmor é assim mesmo.
Não se preocupe, apenas viva.
Amor não mete medo.
Mete combustível.
Abraços
Belo blog!